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Agronégocios

07/11/2019

Pecuaristas devem fazer vacinação do gado contra aftosa

REDAÇÃO - Teve início, no dia 1º/11, a segunda etapa anual de vacinação do gado contra a febre aftosa em todo o território mineiro. Devem ser vacinados bovinos e bubalinos com idade de zero a 24 meses.  O Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA), vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), é o órgão responsável pelo gerenciamento e fiscalização da campanha junto aos produtores rurais.

A vacinação é obrigatória e o produtor que não imunizar o seu rebanho estará sujeito a autuação de 25 Unidades Fiscais do Estado de Minas Gerais (Ufemgs) por animal, o equivalente a R$ 89,83 por animal. Nesta etapa deverão ser vacinados cerca de 10 milhões de bovinos e bubalinos em todo o estado.

O diretor-geral do IMA, Thales Fernandes, reforça a importância da parceria dos produtores e das entidades representativas do setor para que todo o rebanho bovino e bubalino seja vacinado e, com isso, o estado continue livre da doença.

Declaração

O produtor deverá comprovar a vacinação de seu rebanho até o dia 10 de dezembro. O descumprimento dessa norma sujeita o produtor a autuação de cinco Ufemgs, o equivalente a R$ 17,96 por animal.

Este ano, o IMA solicita que o produtor entregue cópia do documento do Cadastramento Ambiental Rural (CAR) no momento da declaração.

Saúde do rebanho

O gerente de Defesa Sanitária Animal do IMA, médico veterinário Guilherme Negro, ressalta a importância da vacinação para manutenção da saúde do rebanho e do reconhecimento internacional de zona livre com vacinação, obtido pelo estado junto à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). “Este status favorece o agronegócio e o acesso da carne bovina e dos produtos da bovinocultura de Minas a mercados internacionais, contribuindo de forma significativa para o Produto Interno Bruto (PIB) mineiro”, diz.

Imunização eficaz

O coordenador do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção de Febre Aftosa no IMA, médico veterinário Natanael Lamas Dias, reforça a importância de realizar corretamente a vacinação, de forma a garantir eficácia na  imunização dos animais "Entre os cuidados é necessário manter as vacinas contendo a dose de 2 ml armazenadas em temperatura entre 2 e 8 graus centígrados, desde o momento em que for adquirida em estabelecimento registrado, até a hora da aplicação”, explica.

Mercado

Minas Gerais possui o segundo maior rebanho nacional de bovinos, com cerca de 23 milhões de animais, e detém o status de área livre de aftosa com vacinação desde 2001, concedido pela Organização Mundial da Saúde Animal (OIE). Em 2018, o estado ocupou o quarto lugar no ranking nacional das exportações de carne bovina com US$ 604 milhões, ou 9,2% do total nacional.  A China é o principal comprador do produto mineiro, com 59% do total das vendas externas.

A doença

A febre aftosa é causada por um vírus, altamente contagioso e que pode trazer grandes prejuízos econômicos para os produtores, pois afeta o comércio internacional.  A doença é transmitida pela saliva, aftas, leite, sêmen, urina e fezes dos animais doentes, e também pela água, ar, objetos e ambientes contaminados. Uma vez doente, o animal pode apresentar febre, aftas na boca, lesões nas tetas e entre as unhas.

O IMA alerta que, se forem verificados animais com estes sintomas, o produtor rural deve imediatamente comunicar a unidade do IMA mais próxima de sua região.