Guia Manhuaçu

Geral

26/05/2018

Caminhoneiros continuam parados em Realeza e mais 62 lugares em Minas

REALEZA / MANHUAÇU (MG) - Mesmo com a determinação do presidente Michel Temer (MDB) de colocar nas ruas as forças nacionais e federais, a paralisação dos caminhoneiros entra no seu sexto dia neste sábado. Em Minas Gerais estão bloqueados 63 trechos em rodovias federais. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), em todos os pontos somente os veículos de carga estão sendo impedidos de circular. Os carros seguem normalmente.

A manifestação dos caminhoneiros acontecem em 10 diferentes rodovias que cortam o estado. Na região, há caminhões parados em Reduto (BR-262), no bairro Ponte da Aldeia (Manhuaçu/BR-262), em Realeza (BRs-262 e 116), Inhapim (BR-116) e Muriaé (BR-116). Somente os veículos de carga estão retidos. Carros, que ainda têm combustíveis, passam normalmente.

Os seguidos dias de manifestações já afetam alguns serviços. Risco de desabastecimento de água. Suspensão da coleta de lixo. Falta de materiais nos hospitais. Postos sem gasolina e álcool. Escolas, universidades e faculdades sem aula. Parques e zoológicos fechados. Esses são alguns dos serviços públicos prejudicados em Minas Gerais devido aos protestos de caminhoneiros contra a alta no preço dos combustíveis.

Na lista que aumenta a cada dia, a mobilidade urbana também é atingida, e quem sofre é a população. Desde quinta-feira as empresas de ônibus circulam com quadro de horário reduzido, fazendo viagens com intervalos maiores e com menos veículos rodando. Antes de viajar verifique se haverá a linha funcionando.

FORÇAS NAS ESTRADAS

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), concedeu liminar para proibir o bloqueio em rodovias e autorizar o uso de força da Polícia Rodoviária Federal, da Polícia Militar e da Força Nacional caso seja “imprescindível”. Na ação, proposta pela Advocacia-Geral da União, o magistrado também autorizou a cobrança de multas para quem descumprir as ordens. 

As multas que o ministro autorizou são de R$ 100 mil por hora “às entidades responsáveis, por atos que culminem na indevida ocupação e interdição das vias públicas, inclusive acostamentos” e de R$ 10 mil por dia para cada manifestante “que se recuse a retirar o veículo que esteja obstruindo a via pública ou proprietário do veículo que esteja obstruindo a via pública”, por descumprimento das ordens da liminar.

Redação - Com informações do Portal Uai