Guia Manhuaçu

Polícia

06/01/2018

Amigos dão adeus ao músico Renato Guima, morto na BR-262

BELO HORIZONTE (MG) - A palavra “muito” foi unanimidade entre os entrevistados para reforçar os adjetivos do guitarrista e cantor Renato Guimarães Rodrigues, 57, conhecido, simplesmente, por Renato Guima. “Alegria, muita alegria. Ele era muito divertido”, destacou a cantora e amiga Ana Cristina. “Ele era muito simpático, sempre muito vivaz no palco”, observou o músico Caio Gacco. “Ele tinha muita vitalidade”, relembrou o empresário Alfredo Píula.

Também era consenso entre os três a perplexidade diante da morte do músico. Guima faleceu na tarde de quinta-feira, na BR–262, na altura de Manhuaçu, na Zona da Mata. Enquanto dirigia, seu carro foi atingido por uma árvore, que despencou na rodovia e a acertou também sua filha, a fotógrafa Renata Lopes Guimarães Rodrigues, 29. Os dois morreram na hora. A esposa de Guima, Cibele Maria da Silva, 55, que viajava no banco de trás do veículo, foi socorrida e transferida para Belo Horizonte. O velório de Guima e Renata deve acontecer até o meio-dia deste sábado no Cemitério da Colina, onde também os corpos serão sepultados.

Segundo informações de Píula, Guima viajava com a família a caminho de Linhares, município do Espírito Santo, para visitar a filha mais nova. “Eu tinha conversado com ele, que me avisou que iria para lá visitar a Paula. Ela trabalha na Marinha”, contou Píula. “Ele era uma das pessoas mais queridas que já conheci. Está todo mundo de queixo caído”, lamenta.

Píula conta que conhecia Guima há 30 anos e fez diversos trabalhos com o músico. “O Renato não desafinava. É impressionante como pegava as músicas e rapidamente já saia cantando. Ele era de uma pontaria certeira, parecia ter um afinador eletrônico na garganta”, relembra Gacco, baixista que fez parte da primeira formação da banda Lombinho com Cachaça, da qual Guima esteve à frente.

Trajetória. Renato Guima começou a tocar por volta dos 13 anos, mas ganhou notoriedade na cena musical de Belo Horizonte quando, em 1986, fundou a Lombinho com Cachaça, na qual trabalhava como cantor, guitarrista e compositor. A banda, que existe até hoje, se apresenta com músicas produzidas na Bahia.

Concomitantemente à atuação na banda, Guima fazia trabalhos solo e produzia spots publicitários para a rádio. Recentemente, o músico se dedicada à banda Dance Club, com a qual se apresentava em festas e outros eventos.

“O Guima fazia tudo o que tinha que fazer de modo muito bem feito. Ele tocava violão e guitarra, quase não era visto cantando sozinho. Além disso, também tinha função de vendedor da Lombinho com Cachaça, uma espécie de empresário, e era responsável pelos contatos”, rememora Gracco.

Para o amigo, Guima era uma espécie de alma da banda.

Com José Vítor Camilo