Guia Manhuaçu

Educação

18/04/2017

Treinamento em Educação Sistêmica está com inscrições abertas

MANHUAÇU (MG) - Estão abertas as inscrições para o Treinamento em Educação Sistêmica IDESV, que será realizado em Manhuaçu em parceria com a Escola e Faculdade do Futuro. O primeiro módulo está agendado para os dias 29 e 30 de abril.

A formação em Educação Sistêmica é destinadas a pessoas ligadas à área da educação, sejam professores, pedagogos, gestores, terapeutas e os pais. Enfim, todos aqueles que trabalham ou desejam trabalhar nas diversas possibilidades da área da educação.

De acordo com a psicóloga Gislaine Marrara, não existe pré-requisito. “São todos bem vindos! A formação em Educação Sistêmica é composta de 4 módulos, que acontecem em finais de semana com espaços de 2 a 3 meses entre eles. Este espaço de tempo tem um propósito pedagógico, pois permite a assimilação e aplicação do aprendizado, assim os participantes podem trazer retorno do seu desenvolvimento e compartilhar experiências, tirar dúvidas”, explica a psicóloga.

Além de Gislaine Marrara, a iniciativa reúne o psicólogo Flávio Fock e a Escola e Faculdade do Futuro com o IDESV, que é reconhecido com a formação em Educação Sistêmica em todo o país.

A metodologia utilizada é teórico-prática, munindo os participantes de ferramentas bastante úteis, operacionais e direcionadas a realidade do ambiente escolar, seja do lugar do professor, do pedagogo, do psicólogo, dos pais ou dos gestores.

A Educação Sistêmica tem como objetivo focar especificamente em como o profissional pode atuar através das Leis Sistêmicas, segundo Bert Hellinger, de forma a facilitar as relações no ambiente escola-família.

Gislaine Marrara cita um exemplo simples da aplicação da educação sistêmica: “em muitas situações familiares o pai está excluído. As razões são várias e não vem ao caso aqui discuti-las. Porém Hellinger descobriu que num nível muito profundo as crianças são totalmente leais aos pais e especialmente quando esses são excluídos, desvalorizados e condenados. Isso significa que se permitimos que esse pai seja olhado também na escola como ‘mau’, ‘inapropriado’, ‘ausente’, etc. não teremos nunca um apoio da criança em qualquer intervenção pretendida. Pelo contrário, se respeitamos seu destino e nos colocamos numa posição de neutralidade respeitosa, respeitando ‘na criança’ seu próprio pai, então teremos um bom terreno onde trabalhar nossas intervenções”.

A capacitação ensina como intervir sem ferir as leis sistêmicas e assim ganhar mais chance de sucesso no trabalho de educação. “Temos tido alunos com as mais diversas experiências no relacionamento com a educação e todos tem apresentado resultados concretos e satisfatórios com a aplicação da abordagem”, pontua.

Gislaine Marrara conta que antigamente, olhavam a criança por causa do comportamento. Na realidade, a criança leva o comportamento dos sistemas em que está inserida para a sala de aula. “O curso permite que a pessoa perceba o que atua por trás da criança, inconscientemente. Por fidelidade a quem do sistema, a criança está levando esse comportamento. O filho é metade do comportamento do pai e metade da mãe. Quando um membro é excluído do sistema, automaticamente a criança se fideliza àquele que está sendo excluído. Então, ele começa a assumir aquele comportamento dentro do sistema. As intervenções que são ensinadas nesse curso são para o professor poder compreender isso e, na medida em que compreende, fazer pequenos movimentos que irão garantir uma enorme diferença no sistema familiar. Irá também fazer uma diferença na aceitação dos pais pela escola também”, detalha.

Gislaine Marrara conta que quando o professor muda o seu olhar, a sua percepção, a sua interação com a criança melhora. “Você sai de uma posição de uma crítica ou julgamento do comportamento para um acolhimento, uma aceitação. A partir disso, a relação flui melhor e a criança pode se desenvolver muito mais. Quando conseguimos mostrar para a criança que estamos vendo o amor, a fidelidade com o pai ou a mãe. Muitas vezes a criança vai perceber que foi compreendida”.

O diretor administrativo da Escola do Futuro Guilherme Almeida participou da capacitação em Educação Sistêmica e explica que o efeito é muito amplo. “Diferencia de tudo o que já vimos nesse sentido. Acredito que vai acrescentar bastante no trabalho, especialmente de quem trabalha na educação. Nós capacitamos todos os coordenadores e agora mais professores irão fazer essa formação, eu realmente recomendo”, completa.

PRIMEIRO MÓDULO

O curso começa com o primeiro módulo nos dias 29 e 30 de abril. As atividades serão no sábado de 9 às 19:30, com intervalo para almoço e cafés. No domingo, será de 8 às 18:30.

Os encontros serão no auditório Escola do Futuro - Rua Duarte Peixoto 259, - Bairro Coqueiro – Manhuaçu.

Mais informações podem ser obtidas no site www.educacaosistemica.com.br ou pelo telefone (33) 3331-1214.